Google+ Badge

Cemitério dos livros lidos...

Cemitério dos livros lidos...

Introdução ao Blogue

Porque muita gente associa "cemitério" a algo triste, quero desde já tirar essa ideia em relação a este blog ;) A ideia deste blog é simplesmente arrumar num cantinho especial e cuidado todos os livros que leio, afinal não é isso que fazemos com as pessoas das quais temos que dizer adeus? E por achar que todos eles são especiais e não nos aparecem na vida por acaso... já alguma vez ouviram um livro chamar-vos para a leitura? ;) Não? Então estejam atentos e vão ver como não o escolhem ou apareceu nas vossas mãos por acaso...;)

E sendo a vida no fundo um livro em branco, escrito por nós todos os dias, lembrei-me de "porque não ter um espaço de conversas entre livros sem ser sobre livros", onde possamos falar da actualidade, pensamentos, filhos, dúvidas, receios e partilhas? Ainda mais tendo em conta que sou uma portuguesa de gema, a viver em Buenos Aires... com uma filha pequena, que entende os pais em português, mas se expressa em "portenho"!!! :S lol

E já agora, porque não falarmos e deixarmos entrar um pouco também a minha profissão?... Nutricionista!;) São novas ideias para o ano de 2015 e penso sempre, se é para sonhar que seja em grande! ;)

E quem queira deixar um ou vários livros aqui basta seguir o que está escrito um pouco mais abaixo, do lado esquerdo! ;)

Espero que regressem várias vezes a esta divisão da net! ;)
Boas leituras! :)

Regras do Cemitério...

Eu respondo sempre aos vossos comentários, por isso se não tiver comentário de resposta... é porque ainda não li!;)

Toca a enviar livros ou então entrar apenas para conversar!!;) Vamos fazer deste cemitério um espaço cheio de vida!!;)

quarta-feira, 25 de março de 2015

Mudam as estações, começam as mudanças...

Entre partidas e chegadas, algo sempre mexe cá dentro... Foi-se o Verão veio o frio ameno de Outono só para avisar: "vai mudando a roupa do armário...a roupa que estava em baixo quer e precisa de vir para cima!". Que já começa a época do chá...

Receber novas caras e dizer adeus as que de algum modo, já  faziam parte do nosso dia à dia, mais que não fosse nos almoços de Domingo no restaurante peruano de comida maravilhosa! :P Despertam sempre uma certa nostalgia... Curiosamente estas "alterações" de personagens presente no nosso dia à dia, desta vez foram / são da mesma faixa etária... os 20 e poucos anos....cada vez mais dou por mim a pensar nas "vantagens" que esta geração tem... nas diferenças... nas portas do mundo tão abertas, tão já ali... E obrigatoriamente faço um balanço de comparação.... eu vim para fora com o objectivo de melhorar a vida, do termos agarrado uma oportunidade que surgiu de modo a poder dar um salto na vida mais "ambicioso"... Abri mão de um "bem" que para mim era precioso, o meu trabalho, a minha vida profissional...mas a vida é mesmo assim, feita de escolhas e da coragem para arriscar... Mas "eles" vêm simplesmente pelo gosto da aventura e descoberta... da vontade de viver o presente... cheios de certezas e vontades e atrevo-me mesmo a dizer que quase sem medos... Enquanto que nós queremos viver o presente com olho e o objectivo de ter um futuro melhor quer do passado ou presente... e dou por mim sempre, ou pelo menos ultimamente, a pensar "quem será que está correcto?" Como será que se deve viver a vida? E não falo nem penso naquelas respostas "cliché" de que a vida é isto aqui e agora, que só importa o presente... Na minha faixa etária dos "30 e meio" tenho à minha volta pessoas em Portugal agarrados e a viver os dias maus ainda das consequências da crise, tenho as pessoas daqui que em comum temos uma origem em Portugal, sempre no drama do "volto ou não volto?"... a estabelecer prazos que no fundo sabemos que não servem para nada, pois no fundo essa simples decisão não está só nas nossas mãos... Agora vivo o "drama" ainda meio silencioso do deverá o membro mais novo da família, iniciar o percurso escolar de verdade aqui ou em Portugal? E se em Portugal, que implica isso? Mudar para o ano, ou precisamente no ano em que entra para a 1ª classe?... mais uma vez: viver no presente sempre com o pensamento no futuro... 

Aquela dor de quando se vê alguém europeu que passou um tempo aqui e vai rumo a outra parte da Europa, deixando saudades, alguma tristeza e nostalgia, mas que vai feliz viver a sua aventura.... a sua história, à descoberta da sua vida que ainda não está escrita, apenas ao som da juventude que carrega e da vontade de conhecer e viver o mundo! Bate sempre... e faz-nos pensar até que ponto temos as nossas certezas do querer ficar estabelecidas? Dá e deu vontade de dizer, ou de perguntar "mas o que é que faço aqui??"....E hoje sinto-me algures no meio desses pensamento e perguntas... Se perguntamos a Portugal se devemos voltar, todos dizem "estão loucos?? Estão melhor aí, têm mais oportunidades, etc, etc", se perguntamos aqui se devemos voltar recordamos uma das primeiras perguntas quando nos conheceram? "Mas vocês são europeus!! O que fazem aqui? Porquê Argentina? Este país de loucos?"....E é isto... é este o drama de viver fora e cometer o erro estúpido de se apaixonar por um país emprestado! E curiosamente sempre imaginei que aos "30 e meio" já tivesse mais certezas e seguranças perante a vida, e agora aqui estou eu, a olhar para a faixa dos 20 e poucos e perguntar-me se serão eles os que estão certos? Se ao contrário do que se diz, não é uma geração de destruição de valores e muito mais, e são os que vivem a vida da maneira correcta.... Antes pensava que sabia a resposta correcta, hoje... de verdade já não sei nada...
Resta-me rir um pouco com uma prenda surpresa desse ser bom que foi rumo a outra parte da Europa...
No meio do caos dos pensamentos, é bom ver que as pessoas de idiomas de berço diferentes do meu, percebem a minha grande paixão! :) Gracias Lore! ;)

4 comentários:

  1. Que mesa tão bem posta, com um chá quentinho e uns apetitosos bolinhos! Se pudesse, fazia-me já convidada para uma chávena de chá!
    Todas as decisões são difíceis de tomar, porque sabemos que, quando optamos por uma coisa, estamos sempre a abdicar de outra. Ficamos sempre com a dúvida se fizemos a melhor escolha. Quando somos mais novos temos mais certezas e, por conseguinte, decidimos mais rapidamente. Como o passar dos anos e com a maturidade, precisamos de mais tempo para decidir, pois sabemos bem o peso das nossas escolhas, sobretudo, quando já somos mães. Mas as decisões são longos processos. É uma questão de estar atenta e ouvir a sua voz interior. Um dia, vai saber o que fazer.
    Um beijinho

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. ... Por momentos senti que estávamos a partilhar este chá! Deverá ser esta a dor de crescer não?... ou o preço que se paga por crescer...:) Obrigada de verdade... gostei de ler as suas palavras, fizeram-me bem! :)
      Boas leituras com chá! ;)

      Eliminar
  2. Penso que todos que vivemos longe passamos por momentos de duvidas semelhantes a este.
    No meu caso, sai ja' de Portugal com 29 mas nao tanto com o pensamento na vida melhor, mas mais com a vontade e sede de aventura, de conhecer novas formas de estar e viver e alargar horizontes. Desde ai, ja' passaram uns anos e 3 paises estrangeiros. Sinto-me muito mais rica do que antes de ter saido e sinto-me principalmente privilegiada e orgulhosa por ter tido a coragem de arriscar.
    Agora, com "30 e tres quartos" ;-p deixei de fazer planos e apenas penso no futuro a curto e medio prazo, talvez mais proxima da geracao dos vinte e tal que referes.
    Voltar? Neste momento ainda nem sequer coloco a questao e a vontade 'e inexistente, embora as saudades e a paixao que tenho pelo nosso pais e pela suas gentes.
    Nao tenho filhos e talvez por isso sejam mais faceis algumas das minhas decisoes.
    Daqui, do final do mundo onde me encontro, apenas te posso dizer que nao estas so' nestas duvidas e que o teu coracao te indicara' o melhor caminho :-)
    Beijinhos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. :) Ouvir falar quem está fora, tem sempre um impacto "especial"! Tocaste num ponto que já pensei várias vezes.... "e se tivéssemos vindo ainda sozinhos sem o membro mais novo da família?", ou ainda "e se tivesse vindo sozinha?" Tem um peso muito forte... o facto de sentir que nesta fase da vida todas as nossas decisões têm impacto na vida dela, e não só na nossa / minha... às vezes "assusta", mesmo sabendo que faz parte! Embora por outro lado tenho uma sabor incrível!!! :)
      Mas acredito que sim, que nos momentos "chave" o coração vai falar mais alto e saberei qual o caminho! :) No caminho continuo a trabalhar o "fazer planos a médio prazo"! Que não é fácil para mim... :P Mas eu chego lá! ;)
      Obrigada pelas palavras!:)
      Boas leituras!! :)

      Eliminar